Mulheres mais expostas ao risco financeiro

A sociedade, a educação nunca permitiu a certo tipo de mulheres ter uma noção do que é educação financeira, finanças pessoais, etc. Podem ser excelentes donas de casa.

Algumas delas possuem a ilusão que administram a casa, outras que administram apenas o dia seguinte, outras entram em negação.

Não é difícil perceber onde se enquadram na sociedade este tipo de mulheres que não ousam pensar no futuro, nem entendem porque de repente toda a gente fala de finanças, orçamento doméstico, coisas que elas nunca fizeram, por falta de conhecimento.

Há que reconhecer que a este nível, em pleno séc. XXI as mulheres são deficitárias. Claro que também existem (em menor proporção) homens em risco financeiro.

Façamos uma análise resumida desses grupos de risco:

) Idosas que residam sozinhas (por morte ou divórcio) e em cujo lar era apenas o marido que trabalhava e que administrava o dinheiro.

2º) No extremo oposto estão as mulheres muito jovens que engravidaram e agora lutam muitas vezes sozinhas por criar o seu filho (s), muitas vezes sem dinheiro, recorrendo a instituições de apoio social.

Essas jovens não possuem qualquer educação financeira. Daí que represente um dos grupos de risco.

3º) Muitas mulheres durante anos limitaram-se ao papel de mães e donas de casa. Muitas dependem dos companheiros com quem vivem.

Com o aumento das taxas de divórcio, se necessitarem entrar no mercado de trabalho elas não possuem qualquer formação, qualificação que lhes garanta uma qualidade de vida digna.

E aqui deixo uma chamada de atenção: nunca devemos depender financeiramente de outra pessoa. Mesmo que não precise de um emprego a tempo pleno tem sempre forma de amealhar dinheiro cuidando de crianças… usando a sua imaginação.

4º) Grande parte das mulheres que vivem maritalmente, não possuem conta bancária, ou seja não estão incluídas na conta do conjugue.

5º) Outro grupo de risco são as mulheres que sofrem de violência física, moral ou até foram lesadas em questões patrimoniais de heranças, por não terem conhecimentos suficientes.

6º) Mulheres que entram no mercado de trabalho com contratos precários ou sazonais e que muitas vezes nunca chegam a trabalhar o suficiente para garantir a sua reforma.

7º) Mulheres que mesmo tendo algum dinheiro guardado em casa, não entendem que os bancos com muitos defeitos que possam ter, pagam um pequeno juro sobre um depósito a prazo por exemplo ou outra aplicação financeira.

Mulheres que não se atrevem a entrar num banco com medo de serem vistas, muito menos a ter uma conta e arranjar uma morada, que não a sua, onde a correspondência bancária possa ser recebida.

8º) Por fim e não menos importante há ainda mulheres que sonham que o seu príncipe encantado que hão de encontrar, vai resolver os seus problemas. Nada de mais errado, amor e dinheiro funcionam em sentidos diametralmente opostos. Não raro esses sonhos viram um enorme pesadelo.

O Papel da Mulher na Sociedade

Haverá por certo, muitas outras mulheres em risco de não entenderem nada de educação financeira, finanças e estarem muitas vezes nas mãos de pessoas sem escrúpulos.

Se hoje a grande maioria das mulheres trabalha e decide como realizar as suas aplicações financeiras, com autonomia, destreza, e até com um sentido por vezes muito mais racional que o homem, a sociedade impôs os seus grilhões a estas mulheres que denominamos grupos de risco.

Poderá alguém dar uma formação a estas pessoas? Como iriam elas reagir? Sentiriam vergonha por não saber, por se sentirem um pouco excluídas. Não saberemos a resposta. Há que ser realista e dizer que a maioria destas pessoas é iletrada, sabe assinar o seu nome e pouco mais.

São problemas reais que nos deviam fazer pensar que sociedade estamos a construir em todas as áreas, incluindo aquela que aqui nos interessa abordar: a área financeira.

About Fernanda Farinha
Fernanda Farinha é consultora financeira de várias empresas numa multinacional e escreve sobre os mais variados assuntos de finanças pessoais.

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