O Que Precisa Saber Sobre o Uso do Cartão de Crédito

Comprar a crédito é não mais que a permissão para usar capital alheio para a realização de negócios imediatos. Quando alguém está “atolado em dívidas” os cartões de crédito costumam ser os vilões da história. Quando um dia aceitámos um cartão de crédito, evidentemente pensámos nas vantagens que ele nos trazia. Mas será que pensámos nas desvantagens?

Vamos reflectir sobre este assunto e ajudar a ultrapassar o problema.

Comece por analisar de forma realista as suas receitas e as suas despesas. Se há dívidas faça uma lista de todas elas. Não se assuste com o valor da soma. A partir destes dois dados comece por pensar como pode minimizar as despesas de forma inteligente (no caso do seu valor ser mais elevado que a receita).

Se tem dívidas, liste-as por ordem de importância e comece por falar com as entidades credoras, propondo um parcelamento ou redução de juros por meio de uma negociação. Alguns cartões de crédito oferecem prémios, descontos, bónus. Um utilizador racional aproveita essas oportunidades sem se comprometer financeiramente.

Perde-se facilmente a noção de quanto se gastou (invisibilidade do dinheiro). Pequenos gastos que se vão somando e sem demora se transformam numa quantia enorme. É fácil visualizar no seu extracto mensal onde está a gastar o seu dinheiro e verificar se isso está dentro dos parâmetros do seu orçamento.

Quando chega o extracto se opta por liquidar o seu total, usou todas as vantagens que o cartão de crédito representa. Mas o mais comum é pagar apenas a prestação mínima. Então ao valor em dívida estamos a juntar a taxa mais elevada de juro do mercado (e a usar a maior “desvantagem” que ele representa). Se algum mês não puder liquidar a sua prestação, fale de imediato com o seu banco, com o seu gerente de conta e tente adiar esse mês sem ser penalizado com mais juros.

O sistema financeiro é uma complexa interacção entre quem concede e quem pede empréstimos, entre compradores e vendedores. Quando funciona bem, equilibra o risco e compensa, bem como a inovação e segurança. Todos concordamos na conveniência de trazer um cartão em vez de “carregar dinheiro” na nossa carteira. Todos concordamos que ele é útil para equilibrar muitas vezes o orçamento familiar quando o dinheiro não chega até ao final do mês.

Há que saber usá-lo, minimizando os riscos e usufruindo das vantagens que ele lhe dá.

Lembre-se que você é gestor(a) do seu orçamento familiar. Defina uma estratégia sólida, não faça compras por “capricho”, não perca o sono por uma atitude precipitada.

Numa sociedade consumista, em que o que vale é o “aqui e agora”, o cartão de crédito é realmente um grande risco. Existe uma relação entre saúde física e equilíbrio financeiro. Há que descobrir essa conectividade entre corpo (mente) e dinheiro.

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