Guia Simples Sobre Finanças Pessoais

Podemos viver sempre ao sabor do vento, mesmo financeiramente, mas assim será mais complicado atingir qualquer objectivo que tenha nos seus sonhos. As finanças pessoais servem para conseguir ajudá-lo a identificar objectivos e cumpri-los através de um plano.

Aqui fica um guia para o ajudar a dar os primeiros passos nas finanças pessoais.

A verdade é que dificilmente alguém ganha muito dinheiro sem ter objectivos. Pode acontecer, através da sorte no jogo, mas a probabilidade é muito, muito baixa.

Pelo contrário, existem muitas pessoas que nasceram e cresceram em condições financeiras difíceis e através do seu trabalho e dos seus objectivos conseguiram alcançar os seus sonhos de criança.

No caso das finanças pessoais é a mesma coisa. Se perguntarmos a alguém quais são os 2 objectivos principais para as suas finanças, a resposta será algo muito genérico como, comprar uma casa maior, não trabalhar para os outros, ter segurança financeira.

A verdade é que a maioria de nós nunca pensou muito acerca dos objectivos financeiros que realmente nos interessam. Muitas vezes, em vez disso, perdemos o nosso tempo nas despesas do dia a dia. Este comportamento leva ao risco de não concretizarmos os nossos maiores objectivos financeiros.

Por isso, é muito importante escolher os objectivos principais para as suas finanças pessoais. Aqueles que deseja muito atingir e que está disposto a fazer alguns sacrifícios para o alcançar.

Definir os objectivos não é tão fácil como parece, porque quando começar a escreve-los num papel verá que começam a combater uns com os outros pela sua preferência.

Se quer comprar uma casa maior para a família, não pode poupar dinheiro para a educação dos seus filhos. Qual é a decisão que vai tomar? A educação é um dos factores mais importantes no crescimento de uma pessoa, mas viver numa casa sem condições para uma família maior também não é uma forma muito agradável de criar um filho.

O poder do Tempo nas finanças pessoais

Um dos factores mais importantes é: o tempo.

Devido ao poder dos juros compostos, até uma pequena quantia investida pode transformar-se numa fortuna se passarem as décadas suficientes para que os juros acumulem sobre eles mesmo.

Juros Compostos

Para conseguirmos tirar o máximo de vantagens dos juros compostos é importante iniciar o mais cedo possível, porque 10 ou 20 anos fazem muita diferença, principalmente se continuar a colocar mais dinheiro juntamente com os lucros dos juros.

Depois de definir um objectivo financeiro que deseja, faça as contas para ver quantos anos e quanto dinheiro necessita investir para conseguir lá chegar.

Definir os objectivos financeiros

Para começar, escreva uma lista de tudo o que o faria mais feliz, que pode variar desde a eliminação das dívidas até à compra de uma casa maior para a sua família. Na primeira fase não é necessário indicar a prioridade, mas deverá colocar os custos financeiros de atingir esses objectivos

Se for casado deverá fazer este exercício em conjunto porque os objectivos poderão ser incompatíveis entre ambos.

Aqui ficam alguns dos objectivos mais comuns:

Depois de ter a lista completa está na hora de decidir quais são os objectivos mais importantes para si e quais os que podem ser deixados para trás se não tiver tempo para atingir todos.

Imagine que o seu maior objectivo é atingir a independência financeira nos próximos 5 anos, mas ao mesmo tempo vem poupando dinheiro para comprar um carro novo. Os dois objectivos são incompatíveis, por isso terá de decidir qual é a melhor opção.

Se gastar 20.000€ para comprar um carro novo, sabe que estará a desperdiçar esse dinheiro naquele que é o seu maior objectivo, a independência financeira. Por isso, poderá optar por comprar um carro usado e gastar apenas 5.000€, poupando assim 15.000€ para a sua maior prioridade.

Esta é uma decisão fácil, mas existem outras muito mais complicadas quando se trata do bem-estar da sua família. Aqui ficam alguns conselhos para o ajudar na sua decisão.

Prioridade à saúde

O principal objectivo do dinheiro é tornar as nossas vidas melhores, por isso a saúde é a área mais importante no que se trata de gastar dinheiro.

Se optar por poupar dinheiro à custa do menosprezo pela saúde é uma escolha péssima na sua vida. A maioria das pessoas deveria ter um fundo de emergência para permitir precisamente ultrapassar um problema grave de saúde.

Não pode existir nenhum objectivo financeiro mais importante do que garantir a sua saúde e dos seus dependentes.

Portanto a decisão deverá ter em conta o número de pessoas afectadas pelas prioridades. Deverá sempre ter em conta que o objectivo é melhorar a vida dos seus familiares, e a sua também.

Se tiver em dúvida sobre dois objectivos importantes, analise qual é o que causa menor estrago para si.

Não é possível colocarmos todas as prioridades no topo, nem é isso que se deseja. Em vez disso, é necessário poupar dinheiro para os objectivos a longo prazo e depois pensar nos objectivos a curto prazo.

As prioridades das suas finanças pessoais também podem mudar ao longo da vida (nascimento de um filho, por exemplo), por isso deve reavaliar a sua situação regularmente.

Aqui ficam exemplos de planos para conseguir alcançar alguns dos objectivos mais comuns das finanças pessoais:

Eliminar as dívidas

Se está numa situação em que necessita de pagar mensalmente dívidas de cartões de crédito é porque já está numa situação grave em termos de finanças pessoais e necessitará de encontrar um plano para abater as dívidas ou consolidar os créditos.

O objectivo passará sempre por baixar a mensalidade que paga nos juros do cartão de crédito para poder pagar mais rapidamente os valores em dívida.

A outra tarefa fundamental é parar de se endividar à custa de despesas com o cartão de crédito.

Planear a reforma

Uma regra que se costuma utilizar para calcular os valores das reformas é que apenas necessitamos de 70% dos rendimentos que necessitaríamos se estivéssemos a trabalhar, porque existem certos custos que já não fazem sentido, como os custos de transportes, alimentação e vestuário.

Com esses 70% é possível assim manter o nível de vida igual àquele que conseguimos durante a vida profissional.

Há também a questão dos filhos, que já deverão estar fora de casa e serem completamente independentes, poupando assim o nosso dinheiro e melhorando as finanças pessoais.

O problema é que sobem outros custos, como por exemplo as contas da água, luz e gás, porque passamos muito mais tempo em casa.

Há também que somar os custos dos passatempos e das viagens, além dos custos de saúde que serão maiores numa idade de reforma.

Isto significa que poderá acabar por necessitar de ganhar o mesmo dinheiro na altura da reforma que ganha actualmente na vida activa.

O problema surge quando as reformas pagam apenas uma parte do nosso salário enquanto trabalhadores, além dos problemas que existirão no futuro para garantir as reformas a uma população cada vez mais idosa.

O melhor é segurar a sua reforma através de investimentos em vários planos de reforma, com fundos de investimento, plano poupança reforma (PPR), certificados, etc.

A reforma necessita de um planeamento cuidado já que ninguém gostaria de perder o nível de vida a que se habituou e para o qual trabalhou durante toda a sua vida, mesmo que tenha vivido uma vida simples.

O planeamento do que fazer nas nossas finanças pessoais é extremamente importante para garantir um futuro mais seguro e com maior qualidade.

 

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