Como Comprar Acções

A maioria das pessoas tem uma ideia do que é uma acção e para que serve. Se quer conhecer os princípios básico, veja como investir em acções para conhecer os princípios básicos destes pedaços de papel que querem dizer muita coisa.

Porquê acções

As empresas que conseguem sobreviver à fase inicial e começam a crescer, acabam por necessitar de fundos em determinado momento, com várias intenções, como por exemplo:

  • Contratar mais pessoas
  • Desenvolver um novo produto
  • Abrir mais uma fábrica
  • Criar um novo escritório

Qualquer que seja o motivo, e se a empresa não tiver dinheiro em caixa, só existem duas alternativas para fazer isso:

  • Pedir dinheiro emprestado, endividando-se.
  • Financiar-se externamente, vendendo uma parte da empresa através da criação de acções a quem esteja disposto a investir.

Por isso é que determos uma acção de uma empresa significa deter uma parte da empresa, por mais pequena que seja. Isto é verdadeiro para todos os activos que a empresa tenha, bem como todos os lucros que venha a gerar no futuro.

No entanto, ter alguns milhares de acções não fará com que passe a ter poder de decisão sobre o futuro da empresa, embora teoricamente seja um dos donos da empresa.

À medida que a empresa começa a gerar mais receitas, os investidores começam a querer pagar mais para serem donos de uma parte, porque recebem uma fatia maior das receitas geradas. Sem isso, uma acção era mesmo apenas um pedaço de papel.

Investimentos em acções

À medida que a economia vai crescendo, as empresas e o valor das acções tem acompanhado esse crescimento. Daí que as acções sejam o investimento aconselhado para quem deseja investir a longo prazo.

Claro que existem períodos, que podem durar anos, que podem arrasar totalmente uma carteira de acções. Desde o final da 2ª Grande Guerra, existiram cerca de uma dúzia de períodos maus, mas o mercado acaba sempre por dar a volta quando bate nu fundo do poço. Depois tem crescimentos elevadíssimos que recuperam as perdas e ainda conseguem valorizar.

Por isso, investimentos em acções devem ser sempre considerados a longo termo, para que possa ter sucesso. Assim, resistirá aos períodos negativos (bear market) e estará no jogo, quando o tabuleiro der a volta e começar a subir novamente.

 

Quando o mercado está em alta, os investidores pensam que será para sempre e então começam a pagar valores exorbitantes pelas acções.

Quando chegam os períodos maus, porque chegam sempre, os investidores entram em pânico e recusam-se a comprar qualquer coisa, começando a vender desalmadamente.

O que é o PER (ou rácio P/E)

Os investidores mais avançados utilizam ferramentas que determinam o valor das acções de forma mais correcta.

A fórmula do PER é simples:

  • Dividir o preço actual da acção pelos ganhos

No entanto, são utilizados vários períodos para calcular o ganho por acção e não existe um período correcto. O mais utilizado é o cálculo dos últimos quatro trimestres, porque são valores que existem, ao contrário da utilização de valores calculados com estimativas de futuro.

Os investidores costumam mais de olhar para o futuro, então calculam os PER com base em estimativas disponíveis através de empresas financeiras. O problema deste cálculo é que não existem garantias de que as empresas consigam atingir essas estimativas.

Através do PER, não é possível saber se deve comprar ou vender uma acção, mas permite saber se uma acção está subvalorizada ou sobrevalorizada.

Rácio Preço / Vendas

Para calcular este rácio, divida o preço da acção pelo total de vendas por acção nos últimos 12 meses. Pode também utilizar-se estimativas para o ano fiscal seguinte, publicadas em meios de comunicação da especialidade.

Tal como o PER, o rácio Preço/Vendas existe em todas as análises que são feitas aos produtos no mercado de capitais.

São apenas algumas das fórmulas que se utilizam para tentar descobrir quanto se deve pagar por uma acção para que ela valorize nos meses e anos seguintes. Claro que ninguém consegue prever o futuro, o que significa que não existem fórmulas infalíveis e não se deve deixar guiar apenas por estes tipos de valores.

Conheça bem os mercados em que investe, para determinar se é um mercado com potencial de valorização ou não e quanto deve pagar por acção para conseguir as melhores rentabilidades no futuro.

Como Criar Uma Carteira de Acções

Investir numa carteira de acções correcta é fundamental para assegurar boas valorizações no futuro. Se quer saber mais sobre investimentos em acções, veja o artigo como investir com calma em acções.

Existem centenas de empresas e opções para desenvolver uma carteira de títulos, mas o núcleo duro da carteira deve conter empresas fortes financeiramente, com receitas acima da média no seu sector.

Idealmente uma carteira de investimentos deverá ter entre 15 a 20 acções, em várias indústrias (pelo menos 7 diferentes). No entanto, não é necessário comprar todas as acções ao mesmo tempo.

Manter as acções a longo prazo

Como o objectivo deverá ser criar uma carteira de acções a longo prazo, veja como investir como os melhores, deverá ter como objectivo mínimo de valorização 10% anualmente.

A regra geral é comprar acções de empresas que tenham taxas de crescimento ligeiramente acima da média, com avaliações interessantes. Isto porque as acções com crescimentos muito acelerados tendem a ter um preço acima do seu valor real e acabam por ter dificuldades para corresponder às expectativas elevadas dos investidores.

Como avaliar as acções

A primeira coisa a olhar é para o rácio PER (veja como analisar o valor das acções) e comparar com o retorno projectado pelos analistas do mercado. Idealmente, o PER deverá ser menos do dobro sobre os valores projectados Por exemplo, um PER de 20 para uma acção deverá ter 10% de retorno potencial estimado.

Um portefólio equilibrado deverá ter estes conceitos equilibrados, com boas taxas de crescimento e PER, bastante variadas para não sofrer grandes impactos de crises numa determinada indústria.

Se conseguir mais do que 10% de retorno anualmente nas próximas décadas, pode dar-se por muito satisfeito porque estará a ultrapassar os profissionais das bolsas de valores.

Uma carteira equilibrada de acções e longo prazo de investimento é meio caminho andado para conseguir um futuro financeiro mais brilhante que o actual.

Utilizar Uma Correctora de Bolsa

Existem três opções para encontrar um corrector da bolsa que o ajudará a analisar como comprar acções para a sua carteira de títulos. O que os diferencia é o custo que tem e o tipo de ajuda que podem dar.

Existem os seguintes tipos de correctores:

  • Correctores com tudo incluído
  • Correctores de baixo custo
  • Correctores on-line

Correctores com tudo incluído

Os correctores mais caros do mercado fazem investigação por conta própria e baseiam os seus investimentos nas conclusões retiradas desses estudos, com relatórios mais ou menos complexos e elaborados.

Eles olham para as suas escolhas e indicam-lhe quando acham ser necessário fazer alterações ao seu portefólio, veja como construir uma carteira de títulos de sucesso.

Estas empresas de corretagem cobram uma comissão baseada na percentagem do valor da compra ou da venda da acção.

Correctores de baixo custo

Como o nome indica, estas empresas que trabalham nos mercados bolsistas oferecem preços mais competitivos do que as suas concorrentes mais preparadas, no entanto os seus serviços também são inferiores. Eles fazem alguma investigação mas cabe ao investidor perceber os números e os relatórios sozinho.

Correctores on-line

São correctores de baixo custo também, que fazem análises de mercados em termos gerais e publicam nos seus sites os resultados. Aqui também fica a cargo do investir a consulta e decisão.

Qual escolher para comprar acções

Os correctores mais evoluídos são obviamente os melhores, mas nem toda a gente necessita de pagar por estes serviços.

Se já tem as suas conclusões e está decidido a avançar, não vale a pena pagar as comissões elevadíssimas de um corrector com tudo incluído, quando apenas necessita de um intermediário para fazer as compras.

Correctoras quebram barreiras

O que se assistiu nos últimos anos foi à alteração da forma de trabalhar das correctoras tradicionais, adaptando-se às novas tecnologias e fornecendo outros serviços gratuitos ou muito mais baratos aos seus clientes.

As consultoras começaram a ver que necessitavam de estar presentes na internet de forma consistente, com comissões mais baixas, para atrais novos tipos de clientes que compram acções através da web.

Como Comprar e Vender Acções

Na altura de fazer a compra ou venda das acções irá encontrar todo o tipo de questões, que indicarão a sua decisão a certos factores do mercado.

Pode dar a ordem de compra ao corrector, o que significa que está disposto a comprar ou vender ao preço no momento da colocação da ordem.

Se tiver um objectivo de preço na cabeça, então poderá enviar uma ordem condicionada a algumas variáveis, sendo a mais frequente uma ordem de compra se determinada acção atingir um certo preço, e o mesmo acontecendo para as ordens de venda. Estas ordens de preços têm normalmente um limite temporal, o que significa que não atingindo esse preço durante o período em que está à espera, terá de voltar a dar novas ordens de compra e venda.

Comprar é normalmente mais fácil, porque estamos a acompanhar o mercado e colocamos a ordem na altura que achamos mais eficaz. Por isso, os preços limite são mais utilizados nas vendas, para impedir grandes perdas por falta de acção do investidor.

Por exemplo, se comprou uma acção por 10€ e já valorizou para 12€, poderá então colocar uma ordem de venda se a acção descer e atingir os 11€, porque assim sabe que vai ganhar dinheiro independentemente se está com atenção ao mercado ou não.

O mesmo limite de preços também é útil nos casos em queremos reduzir as perdas a um certo limite. Se comprar as acções a 10€ e elas começarem a descer abruptamente, será boa ideia colocar um valor a partir do qual não está mais disposto a continuar a perder, por exemplo 8€. Claro que deverá ponderar muito bem esta opção, porque em quedas súbitas com recuperação nos dias seguintes (o que acontece frequentemente após a queda), não conseguirá recuperar o que perdeu.

Comprar acções é uma decisão que deve ser bem ponderada e deve utilizar todos os meios ao seu alcance para conseguir os melhores negócios para a sua carteira de títulos.

Se quer aprender mais sobre investimentos na bolsa, veja como investir com sucesso.

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