Tudo o Que Precisa Saber Sobre Seguros de Vida

Os seguros de vida são obrigatórios em muitas situações, sendo a mais frequente a sua subscrição no caso de um crédito à habitação, para proteger o valor do imóvel em caso de acontecer algum problema que ponha em risco o pagamento do resto da dívida.

Existem muitas variantes dos seguros de vida, alguns incluem combinações entre produtos de investimento e poupança para seguros.

Comprar seguro de vida

Os seguros de vida são um mercado muito concorrido, devido à alta rentabilidade de cada segurado e às comissões elevadas dos vendedores deste tipo de produtos. Os seguros de vida são dos mais caros e por isso dos mais atractivos para as empresas, por isso não se deixe levar por aquilo que o vendedor lhe quer assegurar.

Conheça as suas necessidades em termos de seguros e compre apenas o necessário, deixando todos os opcionais, que dificilmente utilizará, de fora.

Um seguro de vida é caro e muitas pessoas não conseguem pagar o valor mensal que lhe proporcionaria a segurança necessária em caso de morte ou invalidez. Mas é um erro não ter qualquer tipo de seguro de vida, porque é uma segurança importante para si e para a sua família.

Duração do seguro de vida

Deverá comprar um seguro de vida que dure o máximo de tempo possível, por exemplo até que os seus filhos saiam de casa ou que consiga reformar-se.

Para conseguir os melhores preços num seguro de vida, deverá comprá-lo quando ainda é novo e está de boa saúde, porque quando for mais velho pagará bastante mais pela mesma apólice. No entanto, não compensa comprar um seguro de vida a menos que já tenha pessoas dependentes de si, porque é para isto mesmo que serve esta segurança.

A verdade no seguro de vida

Não minta à seguradora para conseguir reduções de preços na sua prestação, porque no caso de vir a ser utilizado o seguro que comprou, pode ter a certeza que a companhia de seguros vai investigar minuciosamente o que aconteceu e descobrirá na altura se mentiu ou não, não pagando caso tenha mentido.

Comprar seguros de vida pela Internet

Há cada vez mais empresas a venderem seguros de vida, pelo bom negócio que representa para eles, por isso nunca foi tão fácil escolher um seguro de vida. Se utilizar a Internet ficará a conhecer, em poucas horas, os preços e coberturas das principais seguradoras.

Existem também seguradoras totalmente virtuais, sem balcões, que lhe podem garantir preços mais baixos do que as suas concorrentes físicas.

Apólices de seguros de vida

Relativamente aos tipos de apólices seguros de vida, existem dois tipos básicos:

  • Seguro de vida temporário
  • Seguro de vida permanente

Aqui ficam as descrições para cada uma das apólices.

Seguro de vida permanente

Os seguros de vida permanente são produtos que combinam fundos de investimento no pacote das coberturas.

Nestes casos, estará a comprar uma apólice que paga um montante fixo no caso de morte e uma parte das suas prestações vai para os investimentos feitos pelas empresas para valorizar esse capital.

Muitas vezes é possível pedir dinheiro emprestado do fundo de investimento criado, sem pagar impostos, por isso pode ser interessante nalguns casos específicos.

Os retornos dos fundos de investimento não são garantidos, por isso poderá perder dinheiro com estas aplicações, já que são produtos sujeitos aos mercados de capitais (como investimentos em acções).

Seguro de vida com termo

Estes tipos de seguros de vida não têm a componente de investimento, por isso estará a comprar coberturas de vida que duram durante um certo período, durante o qual estará a pagar uma mensalidade.

Estes contratos são feitos anualmente, embora não seja necessário apresentar novamente provas da sua boa saúde para subscrição do seguro de vida temporário.

Enquanto for jovem, os seguros de vida temporários são bastante baratos, mas à medida que for ficando mais velho, as prestações mensais vão ficando muito mais caras.

Existem bonificações mensais para quem tem longos períodos de subscrição de seguros de vida temporários, na ordem das dezenas de anos.

Tem de conhecer as taxas de cada um dos tipos de seguro de vida e analisar a sua situação particular, para decidir qual o seguro de vida que mais se enquadra no seu perfil, no risco que quer assumir e nas suas capacidades financeiras.

Comprar seguros de vida

Comprar a apólice certa ao melhor preço pode ser muito fácil ou muito difícil, porque como é um negócio muito competitivo existe muita oferta, além disso todos os intervenientes no processo dependem de grandes comissões pela venda destes produtos.

Os agentes de seguros ganham uma comissão muito elevada nos seguros de vida, principalmente nos seguros de vida permanentes. O agente de seguros ganha uma comissão elevadíssima no primeiro ano de contrato, enquanto nos seguros normais de vida pagam comissões muito mais baixas.

Por isso, tem de ter muita atenção ao que o vendedor lhe tentará propor, porque já percebeu que a diferença de comissões entre os tipos diferentes de seguros é enorme. Logo, ele não irá ver a melhor apólice para si, mas antes a melhor apólice para ele em termos de comissões. E essa apólice é um seguro de vida permanente.

Para a maioria das pessoas que necessita de um seguro de vida, compensa comprar um seguro de vida temporário, durante o período em que realmente faz falta, como por exemplo durante o empréstimo de um crédito à habitação.

Actualmente é possível comprar seguros de vida a termo com durações de vinte e trinta anos, o que não era possível há alguns anos atrás.

Escolher bem o seguro de vida

Embora os vendedores o tentem convencer da superioridade de um seguro de vida permanente, pelo facto de ficar consigo para o resto da vida e de poder pedir dinheiro emprestado, não se esqueça de comparar as comissões e os altos preços das prestações.

Vale mais comprar o seguro de vida que seja adequado às coberturas essenciais para a sua situação e investir o dinheiro em produtos de maiores rentabilidades e riscos iguais ou inferiores.

Qual a cobertura necessária no seguro de vida

Se já está decido a comprar um seguro de vida, certifique-se que tem o compra a cobertura suficiente, e essa cobertura não é assim tão fácil de calcular.

Há quem afirme que devemos comprar um seguro de vida que substitua sete anos dos nossos rendimentos anuais, mas se tiver filhos pequenos ou dívidas grandes, deverá subir esse período para dez anos de salários.

Por exemplo, se ganha 20.000€ por ano, deverá subscrever entre 140.000€ a 200.000€ de cobertura em caso de morte.

Ao avaliar o risco e a cobertura necessária, nunca se esqueça que o objectivo de um seguro de vida é substituir os seus rendimentos, no caso da sua morte, para que os seus dependentes consigam manter o seu nível de vida durante os anos seguintes e terem tempo suficiente para se adaptarem e criarem a sua própria independência.

Factores a considerar na cobertura do seguro de vida

Deve avaliar algumas condições financeiras actuais para decidir o montante mais adequado à sua situação. Por exemplo:

  • O seu parceiro conseguirá suportar as despesas com dependentes do casal?
  • Tem outros activos que pode vender em caso de morte, como casa, ouro, acções, etc?
  • Os seus filhos serão seus dependentes durante mais quantos anos?

Estes são alguns exemplos de questões que deverá reflectir, em conjunto com os seus familiares, para escolher o montante da cobertura adequado.

Uma regra importante é não comprar menos cobertura do que aquela que identificou como necessária, se morrer, só para conseguir pagar menos nas prestações do seguro de vida. Se é para isso, vale mais não comprar nada e investir dinheiro noutros lados.

O objectivo do seguro de vida é um só: cobrir as despesas dos seus dependentes, caso você morra.

Escolher a duração da apólice

Os vendedores de seguros de vida vão tentar mostrar-lhe as vantagens de ter um seguro de vida permanente, onde consegue manter as coberturas durante toda a sua vida. Mas eles não lhe dizem que não vai precisar de ter um seguro de vida durante o tempo todo.

Por isso, a truque para escolher um seguro de saúde correctamente é decidir durante quanto tempo deseja estar seguro.

Independência dos filhos

O mais usual é comprar um seguro de vida que o proteja no caso de morrer durante a altura em que os seus filhos são seus dependentes.

Por isso, a primeira coisa a fazer, se tiver filhos, é estimar quantos anos mais os seus filhos irão necessitar do seu apoio financeiro e depender de si para viverem.

Por exemplo, se os seus filhos tiverem 12 e 10 anos, provavelmente vai precisar de mais 10 ou 12 anos, até que eles completem pelo menos 20 anos de idade.

Cobertura até à reforma

Para fazer uma cobertura à sua esposa ou ao seu marido, até que eles atinjam a idade da reforma, terá de fazer outras contas.

Neste caso tem de ter atenção porque as despesas com um seguro de vida após os 50 anos fica muito mais cara, e após os 70 anos pode ser mesmo impossível de conseguir.

Aqui é importante referir que um seguro de vida não é um substituto para um planeamento da reforma, para isso precisa de fazer outros cálculos.

Cada caso é um caso, por isso comece a fazer contas e veja as condições que necessita para conseguir o melhor seguro de vida para o seu perfil.

Estar de boa saúde

Um seguro de vida pode ser muito complicado de conseguir, e muito caro, se você não estiver em boas condições físicas.

Pelo contrário, se você se encontra de boa saúde e tem um bom historial de saúde na sua família, conseguirá condições muito mais vantajosas financeiramente para os seus seguros de vida.

Ter uma saúde física deficiente

Por exemplo, se toma medicamentos para doenças cardiovasculares ou se tem um elevado excesso de peso, poderá pagar qualquer coisa como mais 50% do prémio que pagaria se tivesse boa saúde.

Se tem hábitos de risco, como fumar, emprego de risco ou desportos radicais perigosos, prepare-se para pagar também um valor muito mais elevado nas suas prestações.

Quanto pior for a sua saúde física, mais compensa procurar bons negócios no mercado, porque existem diferenças significativas no agravamento que fazem em certos tipos de risco.

Estas apólices mais elaboradas são mais difíceis de encontrar por telefone ou pela Internet, por isso compensa procurar um agente de seguros de sua confiança.

Mentir às seguradoras

Pode pensar que não vale a pena dizer à seguradora quais são os seus pontos negativos em termos de saúde, já que vão aumentar o seu prémio de seguro de vida.

As seguradoras conhecem estas tentativas de enganar o sistema, por isso, na altura dos pagamentos (se não for antes) eles irão investigar tudo o que os possa levar a não pagar a cobertura acordada. Nessa altura, dificilmente conseguirá esconder-se o problema que tinha e aí os seus herdeiros podem dizer adeus dinheiro que lhe seria devido.

A conclusão mais simples a tirar é que compensa comprar um seguro de vida o mais cedo possível na vida, enquanto se encontra de boa saúde, mas nunca antes de ter dependentes a seu cargo.

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